LISTAS DE LEITURINHAS

Postado em 17 de janeiro de 2018 por Seja o primeiro a comentar

(por Carla Kühlewein)

“Primeiro de tudo me tornei professora e desde o início vi na leitura uma maneira gostosa de melhorar o rendimento dos alunos”.

(Fernanda Polvani Festi)

fernanda

Fernanda Ap. Polvani Festi nasceu em Assis Chateaubriand, no Paraná, em 1978. É formada em Letras e Pedagogia e possui especialização em Linguística Aplicada. Reside atualmente em Rolândia, norte do Paraná, onde leciona língua portuguesa, redação e coordena um projeto de leitura para alunos do ensino fundamental.

 

 

LEITURINHAS – Com o livro “As listas de Laurinha” você ingressa no rol de escritores brasileiros de Literatura Infantil, como você pretende dar continuidade a esse processo? 

FERNANDA – Pretendo continuar me inspirando nas crianças e lançando mais livros que envolvam esse universo.

LEITURINHAS – Diante de tantos temas que poderiam ser abordados da infância, você optou pelas listas de Laurinha, por quê?

 FERNANDA – As listas que a protagonista adora fazer constituem uma parte divertida do enredo e optei por apresentar alguns trechos dessa forma para tornar a leitura mais descontraída. Mas o livro aborda muitos outros temas, como a amizade entre cães e crianças, a falta de tempo das famílias contemporâneas e questionamentos sobre o que realmente deveria ser prioridade em nossas vidas.  Tudo isso de forma leve e inocente.

As listas de Laurinha

LEITIURINHAS – Como você concilia a relação entre ser mãe (da Laurinha), professora e escritora? 

FERNANDA – Tento me dedicar a todas essas atividades da melhor forma possível.

Primeiro de tudo me tornei professora e desde o início vi na leitura uma maneira gostosa de melhorar o rendimento dos alunos. Depois me tornei mãe e juntamente a isso também escritora. Minha filha me inspirou… Através dela senti vontade de registrar minhas histórias e meus poemas. Acho que são uma homenagem atemporal, que existirão além de mim…

Não é fácil conciliar todas essas atividades, então tento dar a cada uma um grau de prioridade diferente: Trabalho no mesmo colégio em que minha filha estuda e desenvolvo um projeto de leitura em um horário extraclasse de que ela também possa participar. Quanto a escrever, acontece em momentos estranhos, às vezes durante a noite, às vezes enquanto aguardo em alguma fila… Vou anotando as ideias e depois organizando tudo.

LEITURINHAS – Tendo em vista que seu livro de estreia tem como base uma fonte bem real (sua filha única), comente sobre o processo de elaborar um texto ficcional partindo de uma realidade tão próxima.

FERNANDA – Na verdade, foi bem gostoso e divertido. Poucas coisas são reais, bem poucas. Então ríamos muito.

LEITURINHAS – Quando Laurinha leu este livro pela primeira vez, qual foi a reação dela? Ela ajudou a escrevê-lo, compartilhou da experiência ou você surpreendeu-a, deixando-o em segredo?

FERNANDA – A primeira versão foi surpresa para todos. Consegui não contar a ninguém.

Ela foi a primeira a ler e adorou. Ajudou a corrigir e deu ideias. Nessa época minha filha tinha 9 anos. Mas tivemos um problema de saúde na família e acabei engavetando a história. Retomei o projeto mais de um ano depois e o engraçado é que, ao reler o texto, não gostei mais do final. Então reestruturei e mudei praticamente 90% do desfecho.

 

LEITURINHAS – A exemplo de Laurinha, você poderia apresentar a nossos pequenos e grandes leitores uma lista de dicas de LEITURINHAS (livros, revistas, sites etc.)? 

 

FERNANDA – Como professora, percebo que os gibis são ótimos para iniciar, principalmente para as crianças que dizem não gostar de ler. Eu dei a assinatura da Turma da Mônica de presente para a Ana Laura há uns 3 anos e garanto que foi um bom investimento. Também indico poemas. Adoro o livro “A arca de Noé” do Vinícius de Moraes e as crianças também amam. Os poemas infantis da Cecília Meireles também agradam bastante.

Para os maiores eu indico alguns clássicos: O mágico de Oz, Alice no país das maravilhas, O pequeno príncipe… Estes sempre encantam!

Acho até difícil indicar leituras, pois sou uma leitora compulsiva e leio um pouco de tudo.

Tem um autor novo, o Felipe Castilho, que escreveu uma coletânea infanto-juvenil bem bacana. Ele misturou o universo dos games com personagens do nosso folclore (1. Ouro, fogo e megabyte; 2. Prata, Terra e Lua cheia; 3. Ferro, água e escuridão).

As crianças também se surpreendem muito com a obra de Julio Verne…

 

Espero ter ajudado!

Categoria : Entrevista
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