ERA UMA VEZ… FROZEN

Postado em 23 de fevereiro de 2016 por Seja o primeiro a comentar

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(por Carla Kühlewein)

Na era em que a diferença parece ter tomado o foco central das discussões não só educacionais, mas também diversos outros setores da sociedade, a Disney Pictures resgata a história da princesa “gelada” (Frozen), que há muito havia caído no esquecimento O filme estreou em 2013, mas a história original foi publicada em 1844 por Hans Cristian Andersen sob o título de “Rainha da neve”, no qual a Disney se inspirou.

Na versão original o enredo baseia-se no conflito entre o bem e o mal, vivenciados pelos jovens Gerda e Kin. Na versão cinematográfica de 2013, o ciclo central da trama está nas irmãs Elsa, com poderes de neve e gelo, e Anna. Frozen, a moça loiríssima, branquelíssima, de contornos finíssimos, olhos redondíssimos e silhueta finérrima, conquistou rapidamente crianças de todo o mundo. No Brasil, mesmo sendo a neve uma realidade para poucos, a princesa gelada foi aceita num átomo.

Como é de praxe, Elsa vem acompanhada de um hilário companheiro, Olaf, o boneco de neve que sonha com o verão. O personagem faz as vezes do clássico palhaço nesse tipo de animação, a exemplo, do burro, em Shrek, de Timão e Pumba, em Rei Leão, ou mais recentemente dos Minions, em Meu Malvado Favorito.

O drama vivido pela princesa gélida está em sua habilidade especial tornar-se um empecilho quando do contato com as pessoas que ama, já que transforma tudo o que toca em GELO. O feitiço vira contra o feiticeiro e enquanto Elsa não aprende a controlar seus poderes, é condenada a se isolar em um castelo DE GELO, guardado por um monstro DE GELO, entre montanhas DE GELO, e árvores cobertas DE GELO…

Em meio a tanto GELO, surge uma esperança para aquecer o enredo: no momento em que Elsa, graças ao incentivo de sua fiel irmã Anna e a trupe diversificada (Olaf, Kristoff, Trolls, o alce Sven e o príncipe Hans), consegue enfim controlar seus poderes e passa a conquistar, a partir disso, sua liberdade. Daí a canção “Let it go” impregnada na boca de crianças por todo o mundo (e por que não de adultos?) num verdadeiro eco babilônico: “Ldownloadivre estou, Livre estou, não posso mais segurar”. Ora, veja, a heroína de feição e contornos delicados entoa um verdadeiro hino à liberdade, bem ao gosto do grito que ecoa em tempos atuais, que clama por justiça, igualdade, fraternidade, liberdade!

Se esse é o motivo pelo qual a princesa Elsa foi tão bem aceita em tempos de resgate de clássicos, não se pode afirmar ao certo. O fato é que a fórmula de transformar a diferença em algo de fato diferenciado faz dela uma espécie de símbolo de superação. Seja como for essa heroína da literatura clássica, que retornou ao contexto atual por meio das telas de cinema, mesmo depois de tempos da estreia da animação ainda está presente nas apresentações escolares de fim de início, meio e fim de ano. Quanto tempo ainda durará seu reinado? Só o tempo dirá. Enquanto isso, os ânimos continuam a congelar por aí…

Boas RELEITURINHAS!

Categoria : Releiturinhas
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